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| By Artist Ruth Clotworthy |
dormi às uma e acordei quatro horas. tremendo. estava nervosa com a porra da prova. estava coisada porque tinha voltado a tomar a porra do antidepressivo. estudei, comi e fui pra apresentação dos trabalhos de comunicação no pior dia possível, prova de morfo. era um caos em mim. ninguém sabia. eu era uma bomba. explodi às 13h antes da prova. baguncei grupos. queria sair. queria fugir. queria chorar. ofendi pessoas, porque dessa vez só pensei em mim e quando faço, sempre fodo com tudo. uma vez me disseram que nasci obrigada a ser boa, porque sempre que ousava ser egoísta e má estragava tudo sendo eu a mais ferida. entendo. porque nesse dia, a bomba-luna, não pensou em ninguém. apenas queria sair do grupo que não me sentia querida e nem nada. sempre pensava nos trabalhos com tamanha dedicação e exagero quando nem se quer lembravam. sentia-me uma só. e só queria sair fugida num cavalo branco com asas, sem príncipe. apenas eu e meu cavalo voador para o mundo encantado dos que a mimariam. nenhum mundo. fiz a prova toda torta. terminei em pedaços. rasgada, chorei para estranhos. fiz um anti-herói herói e desabafei minha vida míope. ele unicamente entendia. tinha a cor dos olhos mais lindos do mundo e já crescia uma ternura de amizade que eu tanto procurava naqueles escombros chamado faculdade. fiz uma amizade desfazendo amizade. e sem mensuras, tive que desabafar para aquelas lindas meninas sempre ocupadas. a bomba já tinha explodido e os destroços eram apenas confusos. desfiz amizades? terminei com grupos. não queria. queria. mas não queria. e queria tanto. não sabia o que fazer e nem o que pensar. chorei rebuliços. queria voar. o mundo encantado. uma prece sem lógica. tinha que estudar pra outra prova e nem pensei. só tinha feito uma explosão surto psicótica naquele dia. nada lógico. nada lindo. nada agradável. bombas apenas explodem.

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